Main Article Content

Resumo

A dor é um fenômeno complexo e de difícil mensuração, principalmente na população com câncer em tratamento paliativo. Portanto, a equipe de enfermagem é extremamente importante nesse processo. Assim, o presente estudo objetivou analisar a percepção da equipe de enfermagem frente à avaliação da dor em pacientes com câncer em cuidados paliativos. Tratou-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa, realizado com 10 profissionais de enfermagem (três enfermeiros e sete técnicos de enfermagem) de um hospital de grande porte referência em oncologia localizado na cidade de Goiânia-GO. A coleta de dados ocorreu em novembro de 2017 no setor de cuidados paliativos, por meio de um questionário semiestruturado contendo perguntas abertas e fechadas. Dentre os pesquisados, a idade média predominante foi de 44,5 anos. Com predominância o sexo feminino (80%) todos os profissionais com mais de 4 anos de experiências no setor. Os dados foram analisados e os resultados apontaram que a avaliação da dor ainda continua sendo um processo negligenciado, sobretudo no tratamento paliativo. Com base nesses resultados, torna-se necessário uma capacitação dos profissionais de enfermagem no que se refere à importância da avaliação e, sobretudo no manejo da dor.


 

Palavras-chave

Câncer; Enfermagem; Dor; Cuidados Paliativos.

Article Details

Biografia do Autor

Júlio César Coelho do Nascimento

Enfermeiro, graduado pela Faculdade Alfredo Nasser – UNIFAN. Aparecida de Goiânia –GO, Brasil. Especialista em Oncologia Clínica- Centro de Especialização em Enfermagem e Nutrição, CEEN/Pontifícia Universidade Católica de Goiás-PUC – GO, Goiânia - GO, Brasil. Docente do curso de Farmácia e Enfermagem da Faculdade Noroeste- Campus Goiânia-GO.

Como Citar
Nascimento, J. C. C. do, da Silva Campos, J., de Paula Vieira, V., & Ramos Barbosa, M. C. (2020). PERCEPÇÃO DA ENFERMAGEM SOBRE AVALIAÇÃO DA DOR ONCOLÓGICA. Perspectivas Online: Biológicas & Saúde, 10(32), 51-61. https://doi.org/10.25242/8868103220201937
Share |

Referências

  1. AGUIAR, D.S.; PINHEIRO, I.M. Multidimensional instruments validated in Brazil for pain evaluation in the elderly: narrative review. BrJP. São Paulo, v.2, n.3, p.289-92, 2019.
  2. ALONSO, J.P. El tratamiento del dolor por cáncer en el final de la vida: estudio de caso en um servicio de cuidados paliativos de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires. Salud Colectiva, v.9, n. 1, p.41-52, 2013.
  3. AMARAL, J.B.; CALASANS, M.T.A. As dimensões da dor na pessoa sob cuidados paliativos. In: SILVA, R.S.; AMARAL, J.B.; MALAGUTTI, W. Enfermagem em Cuidados Paliativos: cuidando para uma boa morte. São Paulo: Martinari, 2013, p. 149-164.
  4. ANDRADE, D.S.; TORRES, V, P, S. Perspectivas do enfermeiro frente aos cuidados para alívio da dor no paciente terminal oncológico. Rev. Perps. online: Biol & Saúde, v.19, n.5, p.63-77, 2015.
  5. BOTTEGA, F. H.; FONTANA, R. T. A dor como quinto sinal vital: utilização da escala de avaliação por enfermeiros de um hospital geral. Texto Contexto Enferm., v. 19, n.2, p. 283-290, 2010.
  6. CARVALHO, M. W.A.; NÓBREGA, M.M.L.; GARCIA, T.R. Processo e resultados do desenvolvimento de um Catálogo CIPE® para dor oncológica. Rev. Esc. Enferm. USP, v. 47, n. 5, p. 1061-1068, 2013.
  7. FENTANES, L.R.C.; HERMANN, A.P.; CHAMMA, R.C. et al. Autonomia profissional do enfermeiro: revisão integrativa. Ver. Cogitare Enferm., v. 16, n.3, p. 530- 535, 2011.
  8. GOMES, P. C. A bioética e a dor: algumas reflexões. In: LEÃO, E. R.; CHAVES, L. D. (Org.). Dor 5º sinal vital: reflexões e intervenções de enfermagem. São Paulo: Martinari, 2007
  9. KWON, J.H.; HUI, D.; CHISHOLM, L. et al. Experience of Barriers to Pain Management in Patients Receiving Outpatient Palliative Care. Journal of Palliative Medicine, v.16, n.8, p. 908-914, 2013.
  10. MARCONI, M.A.; LAKATOS, E.M. Fundamentos de metodologia científica. 6ª ed. São Paulo, SP: Atlas, 2005.
  11. MARTINEZ, J.E; GRASSI, D.C.; MARQUES, L.G. Análise da aplicabilidade de três instrumentos de avaliação de dor em distintas unidades de atendimento: ambulatório, enfermaria e urgência. Rev. Bras. Reumato, v.51, n.4, p.299-308, 2011.
  12. MINSON et al. Procedimentos intervencionistas para o manejo da dor no câncer. Einstein, v.10, n. 3, p. 292-295, 2012.
  13. MITERA et al. Retrospective Assessment of Cancer Pain Management in an Outpatient Palliative Radiotherapy Clinic Using the Pain Management Index. Journal of Pain and Symptom Management, Toronto – CAN, v.39, n.2, 2010.
  14. MONTEIRO, D.R.; ALMEIDA, M.A; KRUSE, M.H.L. Tradução e adaptação transcultural do instrumento Edmonton Symptom Assessment System para uso em cuidados paliativos. Ver. Gaúcha Enferm., Porto Alegre, v. 34, n.2, p. 163-171.
  15. MORAIS, F. F. et al. Avaliação da dor como quinto sinal vital na classificação de risco: um estudo; com enfermeiros. Ver. Ciênc. & Saúde, v. 2, n. 2, p. 73-77, 2009.
  16. MORETE, M.C.; MINSON, F.P. Instrumentos para a avaliação da dor em pacientes oncológicos. Ver. Dor, São Paulo,v. 11, n. 2, p. 74-80, 2010.
  17. MUÑOZ, E.; MONJE, D. Valoración de Dolor Total en el Policlínico Alivio del Dolor y Cuidados Paliativos del Complejo Hospitalario San José. Ver. El Dolor, v.19, n. 54, p. 26-34, 2010.
  18. NAIME, F. F. Manual do tratamento da dor: Dor aguda e dor de origem oncológica: tratamento não invasivo. Barueri, SP: Manole, 2013. p. 18 -19.
  19. PAYEN, J.F.; BRU, O.; BOSSON, J.L. et . Assessing pain in critically ill sedated patients by using a behavioral pain scale. Crit. Care. Med. v.29, n.12, p. 2258-2263, 2001.
  20. PINTO, C.M.I.; SANTORO, D.C.; SILVA, J. Um estudo sobre atividades relacionadas a intervenções de enfermagem controle da dor no cenário da terapia intensiva Rev. Perps. online: Biol. & Saúde, v.06, n.02, p.70-75, 2012.
  21. RIBEIRO, N. C.; BARRETO, S.C.C.; HORA, E.C. et al. O enfermeiro no cuidado à vítima de trauma com dor: o quinto sinal vital. Rev. Esc. Enferm. USP, São Paulo v. 45, n. 1, p. 146-152, 2011.
  22. SANTOS, C.C.; PEREIRA, L.S.M.; RESEND, M.A. et al. Aplicação da versão brasileira do questionário de dor Mcgill em idosos com dor crônica. Rev. Acta Fisiatr., v.13, n.2, p.75-82, 2006.
  23. SAUNDERS C, SYKES N. The management of terminal malignant disease. 3 ed, Londres:Edward Arnold, 1993.
  24. SILVA, T. O. N.; SILVA, V. R.; MARTINEZ, M.R.; GRADIM, C.V.C. Avaliação da Dor em pacientes oncológicos. Rev. Enferm. UERJ, v. 19, n.3, p. 359-363, 2011.
  25. SORIN, B.M.D.; JOSÉ, E.; SARRIA, M.D. The Management of Pain Metastatic Bone Disease. Rev Cancer Control. v. 19, nº 2, p. 154-166, 2012.
  26. WATERKEMPER, R.; REIBNITZ, K. S. Cuidados Paliativos: a avaliação da dor na percepção de enfermeiras. Ver. Gaúcha Enferm., v. 31, n. 1, p. 84-91, 2010.