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Resumo

O acidente vascular encefálico constitui atualmente um dos maiores problemas de saúde pública mundial. A
maioria dos casos é diagnosticado como acidente vascular encefálico isquêmico que causa mortalidade ou
morbidade nos indivíduos acometidos. A falta de suprimento sanguíneo delimita duas regiões teciduais com
fluxos sanguíneos distintos, o centro da área isquêmica na qual se tem a morte celular irreversível e a área de
penumbra onde há presença de neurônios debilitados, mas que ainda podem ser protegidos. Tais processos
desencadeiam em uma cascata isquêmica de reações tóxicas, oxidantes e inflamatórias no tecido. A terapia
atual é baseada no uso de trombolítico que visam à dissolução do coágulo, sendo que esta terapia é arriscada,
devido chances de hemorragias. Dentre os compostos promissores na terapia neuroprotetora, têm-se os
flavonoides que se destacam devido suas atividades anti-inflamatórias e antioxidantes. Neste levantamento
bibliográfico descrevemos algumas informações sobre o acidente vascular encefálico e sua fisiopatologia, os
processos neuroinflamatórios decorrentes, como liberação de óxido nítrico e ativação da glia e as ações
terapêuticas dos flavonoides. Desta forma, este artigo de revisão visa contribuir com pesquisas que venham
aperfeiçoar a terapia e recuperação do tecido neuronal lesado no processo patológico, a apartir do
desenvolvimento de novos fármacos que possam ser aplicados futuramente na clínica do AVE isquêmico.

Detalhes do artigo

Como Citar
Muzitano, M. F., & Rodrigues, A. M. G. (2012). ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO: FLAVONOIDES COMO POSSÍVEL ESTRATÉGIA NEUROPROTETORA. Biológicas ∓ aúde, 2(4). https://doi.org/10.25242/8868242012235