Conteúdo do artigo principal

Resumo

As relações sociais e cooperação ganharam destaque como mecanismo propulsor da transmissão de conhecimentos nas redes. Nesse contexto, esse estudo relaciona os conceitos de Comunidade de Prática (CoP) e de análise de redes sociais com o objetivo de identificar, caracterizar e analisar a rede social das CoPs na rede formada pelos membros de uma cooperativa brasileira. Os dados foram coletados através de questionários com questões fechadas e abertas e analisados por meio da metodologia de análise de redes sociais. Os resultados revelaram que no interior da rede social formada pelos membros da cooperativa, um grupo possuía destaque com maior coesão e maior centralidade, caracterizado como uma CoP. Esse grupo apresentou características de uma CoP tanto antes da formação da cooperativa como também após sua formação. Os resultados são confirmados pelos indicadores de análise de redes sociais.

Palavras-chave

Redes sociais Comunidade de Prática Cooperativa.

Detalhes do artigo

Biografia do Autor

Andréia Maria Kremer, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS

Doutoranda em Administração pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Mestre em Agronegócio pela Universidade Federal da Grande Dourados. Atualmente é Professora Formadora da EaD da Universidade Federal da Grande Dourados.

Wesley Batista Akahoshi, Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

Mestre em Agronegócios pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Rafael Todescato Cavalheiro, Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

Mestrando em Agronegócios - UFGD, Pós-graduação em Gestão de Pessoas - UCDB, Graduação em Ciências Contábeis - UFGD. Atualmente é Professor dos cursos de Administração e Ciências Contábeis na Faculdade de Educação, Tecnologia e Administração de Caarapó - FETAC.
Como Citar
Kremer, A. M., Akahoshi, W. B., & Cavalheiro, R. T. (2017). A COMUNIDADE DE PRÁTICA SOB A ÓTICA DA ANÁLISE DE REDES SOCIAIS: UMA APLICAÇÃO EM UMA COOPERATIVA BRASILEIRA. umanas ociais ∓ plicadas, 7(20). https://doi.org/10.25242/887672020171187

Referências

  1. BINOTTO, E. Criação de Conhecimento em Propriedades Rurais no Rio Grande do Sul, Brasil e em Queensland, Austrália. Porto Alegre, RS. Tese de Doutorado. Centro de Estudos e Pesquisas em Agronegócios, UFRGS, 2005, 268 p.
  2. BINOTTO, E. et al. A Comunidade de Prática como ferramenta de criação de conhecimento no contexto do agronegócio. Desenvolvimento em Questão. Ijuí, Brasil: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. v. 5, n. 10, p. 11-42, 2007.
  3. BOYETT, J. H.; BOYETT, J. O guia dos gurus: os melhores conceitos e práticas de negócios. Rio de Janeiro: Campus. 1999, 378 p.
  4. DAVIS, J. H.; GOLDBERG, R. A. A concept of agribusiness. Boston: Division of Research, Graduate School of Business Administration - Harvard University. . 1957, 136 p.
  5. DYER, J.; NOBEOKA, K. 2000. Creating and managing a highperformance knowledge-sharing network: the Toyota case. Strategic Management Journal, v. 21, n. 3, p. 345-367.
  6. FENSTERSEIFER, J. E. Internacionalização e cooperação: dois imperativos para a empresa do terceiro milênio. REAd - Revista Eletrônica de Administração. v. 6, n. 3, p. 1-9, 2000.
  7. FONTES, B. A. S. M.; EICHER, K. A formação do capital social em uma comunidade de baixa renda. REDES- Revista hispana para el análisis de redes sociales. v. 7, n. 2, p. 1-33, 2004.
  8. FREEMAN, L. C. Centrality in Social Networks: Conceptual Clarification. Social Networks. v. 1, n. 3, p. 215-239, 1978.
  9. GIANEZINI, M. O cooperativismo e seu papel no processo de desenvolvimento local: a experiência das cooperativas agrícolas no médio norte de Mato Grosso. ESAC Economia Solidária e Ação Cooperativa. v. 5, n. 1, 2010.
  10. GRANOVETTER, M. S. The Strength of Weal Ties. American Journal of Sociology, v. 78, n. 6, p. 1360-1380, 1973.
  11. GROPP, B. M. C.; TAVARES, M. D. G. P. Comunidade de Prática - Gestão de conhecimento nas empresas. São Paulo: Trevisan Editora Universitária. 2006, 120 p.
  12. HANNEMAN, R. A. Introduction to Social Network Methods. Riverside: University of California. 2001.
  13. LARSSON, R. et al. The Interorganizational Learning Dilemma: Collective Knowledge Development in Strategic Alliances. Organization Science, v. 9, n. 3, p. 285-305, 1998.
  14. LEVINSON, N., ASAHI, M. Cross-National Alliances and Interorganizational Learning. Organizational Dynamics, v. 24, n. 2, p. 50-64, 1995.
  15. MARTELETO, R. M. Análise de redes sociais: Aplicação nos estudos de transferência de informação. Ciência da Informação, v. 30, n. 1, 2001, p. 71-81, 2001.
  16. NONAKA, I. TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus. 1997.
  17. PARKHE, A. Building trust in international alliances. Journal of World Business, v. 33, n. 4, p. 417-437, 1998.
  18. SCHNEIDER, J. O. Globalização, Desenvolvimento Local Sustentável e Cooperativismo. In: III Encuentro de Investigadores Latinoamericanos de Cooperativismo. São Leopoldo, 1994. Anais...São Leopoldo, Unisinos.
  19. SILVA, A. F. D. Análise de redes sociais informais e o compartilhamento do conhecimento organizacional. Santa Maria, RS. Dissertação de Mestrado. Centro de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Federal de Santa Maria, 2010, 103 p.
  20. SOUZA-SILVA, J. C.; SCHOMMER, P. C. A pesquisa em comunidades de prática: panorama atual e perspectivas futuras. Organizações e Sociedade, v. 15, n. 44, p. 105-127, 2008.
  21. TSANG, E. Organizational Learning and the Learning organization: A dichotomy between descriptive and prescriptive research. Human Relations, v. 50, n. 1, p. 73-89, 1997.
  22. UZZI, B. Social structure and competition in interfirm networks: The paradox of embeddedness. Administrative Science Quarterly. v. 42, n. 1, p. 35-67, 1997.
  23. WENGER, E.; MCDERMOTT, R.; SNYDER, W. M. Cultivating Communities of Practice: a guide to managing knowledge. Boston: Harvard Business School Press. 2002, 316 p.