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Resumo

O período do aleitamento é importante para a mãe e filho, pois é neste momento que há uma transferência afetiva e criam-se laços entre os mesmos, sendo fundamental para o processo de desenvolvimento e crescimento do bebê, tornando-o mais tranquilo e proporcionando-o uma melhor socialização na infância. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre a influência da depressão pós-parto na amamentação, tendo por base artigos científicos, teses e também o Google Acadêmico, onde foram escolhidos 14 artigos para a realização deste trabalho. Durante o período puerperal ocorrem alterações de humor e variações de sintomas entre as mulheres, estas, quando acontecem por um curto período, são denominadas “baby blues” ou tristeza materna. Quando permanecem por um período maior e com sintomas mais graves denominamos, então, a depressão pós-parto. Esta influencia na amamentação, pois pode ocorrer através da interferência dos fatores biológicos, culturais e sociais. Além disso, se caracteriza como um transtorno psicoafetivo ou como transtorno de humor, ocorrendo no período puerperal, onde a mulher poderá ficar vulnerável aos sintomas da DPP. Além de prevenir a depressão pós-parto, o leite materno previne doenças e proporciona ao bebê o primeiro contato amoroso com sua mãe. Mediante aos fatores existentes, há o cultural, onde a mulher desde a sua infância é educada para tornar-se uma mãe exemplar, formando uma imagem que, possivelmente, será diferente da realidade. Este modelo de mãe exemplar poderá trazer frustação para a mulher que, por não conseguir corresponder a tais expectativas, acaba sofrendo preconceito e aprofunda-se em uma tristeza que mais tarde poderá acarretar em uma depressão pós-parto. Ao passo que a mãe sofre com este transtorno, torna-se difícil estabelecer laços afetivos com o seu bebê, que sofre uma carência por sentir falta da mãe, e isso acaba privando-o de sentir seus cuidados, seu amor, e também, de ocorrer uma melhor interação entre eles. Esta incapacidade de oferecer tais cuidados é um fator que leva muitas mulheres ao abandono precoce da amamentação. Em virtude dos fatos expostos, foi possível concluir que, de fato, à depressão pós-parto tem capacidade de influenciar na amamentação. Cerca de 20% das mulheres adquirem a depressão pós-parto, e nesse período torna-se incapaz de transmitir afeto ao seu filho, causando uma baixa interação entre ambos. Ou seja, o contato físico e emocional entre a mãe e o bebê ocorre com intensidade diferente.

Palavras-chave

Amamentação Maternidade Depressão pós-parto.

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Como Citar
M. O. NEVES, B., C. OLIVEIRA, B., & C. BARRETO, ÉRIKA. (2018). A INFLUÊNCIA DA DEPRESSÃO PÓS – PARTO NA AMAMENTAÇÃO. umanas ociais ∓ plicadas, 8(22). https://doi.org/10.25242/887682220181531

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