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Resumo

A presente pesquisa possui a finalidade de refletir sobre a ética do psicólogo clinico e sobre o atendimento ao paciente drogadicto e a sua família. Essa pesquisa utilizou como princípio metodológico a investigação qualitativa, contou com uma pesquisa bibliográfica e uma entrevista semiestruturada, realizada com 04 profissionais de psicologia que consentiram em participar da pesquisa por meio do preenchimento do Termo de Consentimento Livre Esclarecido - TCLE. Estes profissionais atuaram ou atuam na área clínica com indivíduos drogadictos. Os profissionais entrevistados atuam com linhas distintas, assim proporcionando um maior enriquecimento para a pesquisa. Para construir o referencial teórico foram utilizados artigos científicos, o Código de Ética da Psicologia e arquivos do Conselho Federal de Psicologia - CFP. Foi identificado no decorrer da pesquisa que o primeiro contato entre o psicólogo e o paciente drogadicto geralmente é feito pela família, em alguns momentos, é difícil para a família aceitar a realidade da dependência química, mas é possível estabelecer uma parceria com a mesma com a finalidade de auxiliar no tratamento, contudo, é necessário destacar a ética do sigilo como peça fundamental. No caso de atendimentos no consultório isto pode ser mais desafiador e em função da Ética é necessário estar mais atento a este aspecto do que outros casos poderiam implicar, pois, muitos pacientes drogadictos estabelecem uma relação com a droga tendo motivos familiares como pano de fundo. De acordo com os dados obtidos, em alguns casos quando a família possui a ciência de um tratamento psicológico ao paciente dependente químico, pode ocorrer uma certa pressão sobre o mesmo e isso pode atrapalhar o tratamento em si, mas na maioria das vezes figura-se como facilitadora do mesmo. Uma das questões éticas desafiadoras envolvendo o contato com a família do paciente drogadicto envolve históricos em que o paciente ainda não revelou a sua dificuldade com as drogas para a família, o aspecto do sofrimento da família do dependente químico. Um aspecto geral da ética do atendimento a pacientes drogadictos que apareceu no decorrer da pesquisa implica o encaminhamento ao psiquiatra e a modalidade de tratamento. Figuraram nos resultados obtidos a necessidade de destacar a importância da postura ética do psicólogo, a ética do sigilo e a ética da proteção à vida.

Palavras-chave

Psicologia Clínica Dependência Química Ética.

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Como Citar
C. COELHO, R. (2018). DEPENDÊNCIA QUÍMICA E CLÍNICA EM PSICOLOGIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE PACIENTE, A FAMÍLIA E A ÉTICA. Humanas & Sociais Aplicadas, 8(22). https://doi.org/10.25242/887682220181602