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Resumo

Atualmente, com a revisão de vários projetos pedagógicos de cursos superiores na área do Design no Brasil, as atenções de alguns docentes ficaram direcionadas para o lado psicológico e para o lado experiencial dos educandos. Afinal, tudo que estes já trazem de aprendizado sobre o ato de desenhar, afloram no primeiro contato com as componentes curriculares do semestre inicial do curso. No IFFluminense, a formação superior dada para aos designers gráficos conta com práticas de representações a lápis: desde estruturas de objetos à figura humana. A prática é ressaltada a partir dos materiais simples como os grafites e dos papéis para desenho; e o computador é identificado como ferramenta, não como meio de representação. Para este artigo foi utilizado um instrumento de pesquisa com  perguntas ao educando do primeiro período do curso, sobre a experiência de fazer desenho olhando para um objeto. Bem como utilizada uma simples folha de papel em branco, para cada participante, como suporte, base na qual houve a realização do desenho. A partir dessa metodologia simples para captação qualitativa de opiniões escritas sobre os próprios desenhos (e sobre as dificuldades e facilidades encontradas durante o tempo de representação gráfica do objeto), encontrou-se como resultado inesperado a revelação das pessoalidades. O self ficou bem mais nítido na leitura atenciosa das respostas caligráficas do que o aperfeiçoamento de desenho feito para representar o objeto escolhido. A justificativa dessa pesquisa refere-se ao âmbito da importância de se valorizar o estudante por meio do que ele traz, do que ele tem a dizer sobre desenho (e sobre si mesmo) e do que ele diz sobre as próprias habilidades em relações específicas às propriedades da representação que ele já sabe que existem: seja quanto a diferença entre texturas, qualidade de tons, incidência das linhas de luz e sombras; e tipos de materiais dos quais são constituídos a mostra de objetos apresentados. Trata-se de um compêndio de frases correlatas aos desenhos que causa interesse aos docentes da área do design gráfico sobre temáticas da Psicologia.

Palavras-chave

pessoalidade desenho de objetos design gráfico

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Como Citar
N. V. SOUZA, L. (2018). DINÂMICA DOS DESENHOS: REPRESENTAÇÃO A LÁPIS, DE OBJETOS OU DE UNIVERSOS PESSOAIS?. Humanas & Sociais Aplicadas, 8(22). https://doi.org/10.25242/887682220181605