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Resumo

O presente estudo destina-se à investigação acerca da interação entre a boa relação da família com a criança autista como um critério no auxílio à eficácia do tratamento. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta todos aqueles que estão em torno dessa criança, envolvendo desde questões financeiras até uma carga psicológica exaustiva que acomete os membros do seio familiar. Por isso buscou-se analisar o trajeto percorrido pelos cuidadores, desde o diagnóstico até o entendimento acerca do tratamento. A partir disso, surgiu a necessidade de se compreender melhor o perfil psicológico dos familiares que cuidam da criança com diagnóstico de autismo, tendo em vista a influência desse fator em todo o processo, visto que os cuidados com o paciente acabam por requerer um preparo psicológico, emocional e, até mesmo, físico. Objetiva-se expor o impacto que o tratamento da criança causa em sua família, além da importância dessa relação nessa fase crucial, já antecipando as dificuldades que podem ser enfrentadas pelo paciente e seus cuidadores, buscando uni-los de modo que tal relação seja favorável durante o tratamento. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica, a partir da necessidade de compilação de teorias que pudessem dar base para a análise da hipótese levantada. Fez-se possível observar que a criança autista que desfruta de uma boa relação familiar possui um êxito maior no tratamento do transtorno. Isso se dá pelo fato de os familiares possuírem o primeiro contato com essa criança, sendo eles a base principal de sua vida, essa união é de extrema importância, tornando-se indispensável para um bom desenvolvimento do autista. A aceitação por parte dos cuidadores, principalmente dos pais, pode ser complexa e demandar um tempo singular. São muitas dificuldades encontradas ao longo desse trajeto, como o custoso requerimento de uma equipe multidisciplinar para a intervenção no TEA, sabendo da suscetibilidade da criança não conseguir construir um vínculo com seu terapeuta e os demais profissionais, além de o estresse imposto a essa família. Muitos fatores influenciam na relação da criança com seus cuidadores, variando de acordo com a forma com que o tratamento é conduzido, gerando incertezas quanto ao direcionamento do mesmo. Confirmou-se que a salubridade da relação com a criança é algo de suma importância, pois interfere tanto na eficácia de seu tratamento, quanto no seio familiar.

 

Palavras-chave

autismo infantil família tratamento.

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Como Citar
G. MORETI, P., S. T. LESSA, M., K. HIRANO, Y., & C. B. M. DE BARROS, ÉRIKA. (2018). O PODER DA BOA RELAÇÃO DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO E TRATAMENTO DA CRIANÇA AUTISTA. Humanas & Sociais Aplicadas, 8(22). https://doi.org/10.25242/887682220181633