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Resumo

O artigo retrata através de uma revisão bibliográfica a possível intersecção da psicanálise e psicologia comunitária no que diz respeito à violência simbólica no contexto comunitário. A violência simbólica é analisada inicialmente numa perspectiva da educação, pela qual se despreza o modo próprio de dizer o saber do aluno.  No sentido sociológico a violência simbólica que se caracteriza pela exclusão social é dominada pela linguagem, podendo as palavras negar, oprimir ou destruir psicologicamente o outro. No aspecto da psicologia social a violência define-se como um fenômeno cultural e histórico, resultando nas exclusões sociais. Na associação da psicanálise freudiana os processos de segregação advêm do sujeito que não consegue avaliar a realidade, produzindo a fantasia, que dificulta a sustentação do pensamento. Numa visão mais contemporânea da psicanálise, Lacan relaciona a violência simbólica ao discurso capitalista; o sujeito que não consome objetos, é excluído do gozo de possuir, ficando apenas com o desejo. Pelo visto, a psicologia comunitária e a psicanálise circunscrevem de maneira patente à violência simbólica, direcionando possibilidades de trabalhos coletivos que visem à emancipação social, e ao processo de constituição do sujeito singular. 

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Biografia do Autor

Regina Gloria Nunes Andrade

  

Como Citar
Buchvitz, P. A., & Andrade, R. G. N. (2013). VIOLÊNCIA SIMBÓLICA NO CONTEXTO COMUNITÁRIO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A PARTIR DA PSICANÁLISE E DA PSICOLOGIA COMUNITÁRIA. Humanas & Sociais Aplicadas, 3(6). https://doi.org/10.25242/887636201358