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Resumo

O ensino da tabuada sempre fez parte do currículo de Matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Estudos mostram que elas deveriam ser construídas e ensinadas de forma significativa, de modo que os
alunos compreendam os fatos aritméticos da multiplicação, estabeleçam conexões matemáticas e assim possam apreendê-las por meio de situações problema que partam de sua realidade sócio cultural e dos seus
saberes, e não simplesmente decorá-la, sem que isso tenha qualquer sentido. Se as atividades de construção e consulta das tabuadas forem significativas, aumenta-se a chance dos alunos a memorizarem naturalmente, assim como fazem com os endereços, números de telefones e suas músicas favoritas, oportunizando dessa forma a sua real aprendizagem. O trabalho com a construção da ideia multiplicativa foi desenvolvido Ensino Fundamental do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora (CENSA). No 2º ano o uso de material manipulativo foi essencial para que os alunos percebessem a resolução das problematizações em diferentes contextos e visualizassem as quantidades envolvidas para então representa-las com números e símbolos
aritméticos, associando a adição com a multiplicação. No 3º ano do Ensino Fundamental, da mesma instituição de ensino, reforça-se a memorização com o uso e a aplicação das tabelas multiplicativas em jogos
variados em sala e no laboratório de informática, além de vídeos de paródias da “Tabuada cantada”. As sequências didáticas desenvolvidas nas aulas de Matemática no 2º e no 3º ano do Ensino Fundamental do
CENSA evidenciam que os alunos compreendem que a multiplicação agiliza o processo da adição de muitas parcelas iguais, constroem e usam as tabuadas multiplicativas após a compreensão da mesma, conseguindo
memorizá-las a partir de uma aprendizagem significativa e lúdica.

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Como Citar
RIBEIRO, F. (2015). TABUADA DA MULTIPLICAÇÃO: COMPREENDER E CONTEXTUALIZAR PARA DECORAR. Humanas & Sociais Aplicadas, 5(14). https://doi.org/10.25242/88765142015870